16 de maio de 2017

Consumidor paga compras sem passar no caixa no supermercado indiano HyperCity

Com o aplicativo disponibilizado pela varejista, cliente vai escaneando os produtos na medida em que os coloca no carrinho. Ao terminar, ele clica no botão pagar e vai embora

Viren Sood mora em Whitefield, um bairro nobre de Bengaluru, India. Viren costuma fazer compras no HyperCity, um grande supermercado local, porém sua paciência se esgota sempre que precisa enfrentar as longas filas do caixa. Nestas situações, já tem um acordo feito com sua esposa. Ela fica na fila para pagar, enquanto ele fica trabalhando do celular, até que ela tenha efetuado o pagamento.

A realidade da família Sood, entretanto, começou a mudar desde que o HyperCity contratou a startup Perpule. Com o aplicativo disponibilizado pela empresa, Viren vai escaneando os produtos na medida em que os coloca no carrinho e, ao terminar, simplesmente clica no botão pagar e vai embora. Suas compras são automaticamente debitadas no cartão de crédito vinculado ao aplicativo.

A Perpule foi fundada por três indianos, Abhinav Pathak, Saketh BSV, and Yogesh Ghaturle. Abhinav e Saketh trabalharam juntos no Goldman Sachs em Nova Iorque e se incomodavam sempre que tinham que enfrentar filas na hora do almoço, o que invariavelmente os fazia atrasar no retorno ao trabalho. Voltando para a India, em 2015, eles se juntaram a Yogesh para criar a Perpule.

O maior desafio da startup foi o desenvolvimento do produto. Os empreendedores contam que tiveram muitas dificuldades de integração com os sistemas legados, em todos os estabelecimentos onde testaram suas versões iniciais. Quase chegaram e desistir da empreitada, até que, após uma semana trabalhando 24 horas por dia, os três se revezando para não parar um minuto sequer, o primeiro piloto funcionou. Mas aí se deram conta de que tinha um outro desafio por vir: convencer os clientes dos varejistas a usarem o aplicativo.

As pessoas desconfiavam porque os aplicativos de pagamentos ainda não eram muito utilizados. Não teve outro jeito, os três tiveram que dar plantão nos estabelecimentos, fazendo um trabalho de corpo a corpo com os usuários, convencendo-os a testar o aplicativo.

O esforço deu resultado e, recentemente, a startup expandiu suas operações para Dubai. Perguntado num evento há poucas semanas, sobre como ele via a potencial concorrência do modelo Amazom Go, em que o cliente não escaneia os produtos nem passa no caixa, tudo acontece de forma totalmente automática, Abhinav respondeu que o esquema do gigante de varejo morte-americano é muito sofisticado e vai requerer dos varejistas um alto investimento em infraestrutura. E reforçou que o grande valor que ele vê na iniciativa é a validação do conceito e que nada como o player mais inovador do mercado fazer uma aposta numa solução com igual propósito.

Varejo
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