19 de abril de 2017

O mercado de trabalho e a eterna convivência entre gerações

De acordo com o dicionário, o termo geração é designado por um grupo de pessoas que tenha nascido na mesma época, sendo assim, seu comportamento, hábitos e percepções sofrem influência daquele período em específico.

Mas, pensando em mercado de trabalho, é impossível que apenas uma geração esteja presente nas empresas, certo? Atualmente, observamos a convivência de quatro delas: os veteranos ou tradicionais, os baby boomers, geração X e geração Y.

Cada grupo de pessoas de cada geração tem seu espaço no mercado de trabalho. Esse encontro só tende a ser positivo, pois proporciona a convivência de pessoas com pensamentos, ideologias e culturas diferentes. Mas, alguns conflitos podem surgir no meio do caminho, e qualquer gestão precisa estar preparada para lidar com tudo isso.

Os possíveis conflitos

Primeiro de tudo: uma gestão competente precisa conhecer muito bem as gerações com as quais trabalha. Para assim, identificar as principais características de cada, visando extrair o melhor dos funcionários.

As gerações mais novas são mais imediatistas, enérgicas, gostam de inovação e querem sempre trazê-la ao dia a dia, porém tendem a ter facilidade para dispersões. Já as demais, são um pouco mais resistentes às mudanças, e visam muito ter estabilidade.

Entre os próprios colaboradores falta a percepção de que as diferenças ocorrem, justamente porque eles nasceram em períodos muito diferentes, visto que alguns especialistas já consideram o surgimento de uma nova geração a cada 10 anos.

O que de mais comum se ouve é que a nova geração chega ao mercado com falta de experiência e pouca disciplina. Já com relação aos mais velhos, as reclamações são de resistência à inovação tecnológica. A idade acaba sempre levando a culpa. As maiores diferenças, e consequentemente conflitos, estão entre os veteranos e a geração Y, os dois polos opostos

Como resolvê-los? O líder como mediador

Na maior parte dos casos, o gestor é da geração de veteranos ou baby boomers. Por isso, é importante que ele exponha flexibilidade aos mais novos e diante de um caso de desacordo entre gerações, como responsável por toda a equipe, ele deve sentar e analisar a situação.

Ações internas que estimulem a troca de informações também podem ajudar a criar uma boa relação entre gerações. É preciso mostrar que, apesar da pouca idade, os jovens têm muito a ensinar, e os mais velhos podem trazer cases e experiência.

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